Caymmi, the Man Who Best Sang Brazil's Seas, Is Dead at 94
Brazilian composer and singer from Bahia Dorival Caymmi died this Saturday, August 16, in Rio de Janeiro, at the age of 94. Caymmi had been treating a bladder cancer for 11 years and died of renal failure around 6 am, at his apartment, in Copacabana, in Rio's south side.
In his 60 years of career, Caymmi wrote songs about habits, customs and traditions of his fellow Baianos (people from the northeastern state of Bahia). In his songs he demonstrated his reverence for the sea and nature. Despite the Baiano spirit - Baianos are said to be laid-back and lazy - he still recorded more than 20 albums.
(http://www.brazzilmag.com/content/view/9771/1/)
Mestre Dorival Caymmi
Chico Buarque que foi quem — há mais de uma década — deu o melhor diagnóstico: "contra fel, moléstia, crime, use Dorival Caymmi". Mestre dos mestres, o baiano Dorival Caymmi morreu aos 94 anos e deixando o país que acabara de ganhar uma medalha de ouro em Pequim mais triste.
Todos reconheciam a amplitude da obra — como o mar que ele tão bem cantou — não pela extensão, mas principalmente pela consistência e pela perenidade. Caymmi foi quem deu régua e compasso para todas as gerações posteriores. Antecipou a bossa nova de Tom Jobim, João Gilberto e do contemporâneo Vinicius de Moraes, foi tropicalista muito antes de qualquer definição lançada por Caetano Veloso e Gilberto Gil, e aproximou o samba baiano (mais dolente e cadenciado) do seu similar carioca (mais rítmico e percussivo). Sua interpretação impregnada de brasilidade serviu de passaporte para Carmen Miranda entrar nos Estados Unidos e conquistar o público americano ensinando o que é que a baiana tinha.
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