Rio de Janeiro is a dirty city. It is amazingly beautiful when looked at from the distance. But if you take a closer look, you see dirt, rubbish and pollution. As a sailor this means that I often have to sail in midst of appalling conditions. Not to speak of the mooring area of the Guanabara Club, where I plan to leave my boat, once completed.
The causes are diverse. But in the heart of it is a cultural aspect. Brazilians do not have a contestant nature. They do not really rise to claim their right. Specially if is regarding a common, public goods, instead of individual rights. That is why corruption is wide spread, and nobody really mobilizes against pollution.
It has been a while since I have pondered which course of action I should adopt, in order to do my part, in order to try to change the scenario. I have considered possibilities to use this blog as a communication platform, and my boat as a carrier of messages. Now, I have decided, is the moment to start. So, I'm starting.
I'm not sure how this will happen, nor where this path wil take me. But the boatbuilding experience has taught me persistance. And, I hope to have your attention. And you are invited to contribute. I might start another blog, written in Portuguese to concentrate on the matter. From now, on I will be using this space to also defend a cause which I think is a just, and good cause; I want my Botafogo Bay to be clean!
I have done a first step by writing a letter to the CEO of the Rio de Janeiro Water and Sewage Company, CEDAE. The open letter, in Portuguese, is copied below.
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Carta aberta ao Sr. Wagner Victer, Presidente da CEDAE
Assunto: Quero a Enseada de Botafogo limpa
Caro Wagner,
Acabo de escutar sua entrevista na Marketeria, na Rádio SulAmerica Paradiso. Parabéns! Foi uma boa performance, onde você mostrou competência na modernização da gestão da CEADE, e bem apresentou os programas para modernização da gestão, e aumento da capacidade geração de receitas da empresa. Mostrou também ser uma pessoa de visão.
No entanto, a CEDAE tem também a missão, a obrigação, de tratar a água que fornece aos consumidores, depois de ser utilizada. O esgoto.... E ai, a CEADE, me parece, está falhando tremendamente. Como cidadão do Rio de Janeiro muito ligado ao mar, vejo que a situação de nossa Baia da Guanabara, e a Enseada de Botafogo em especial, está indo de mal a pior a cada dia que passa. A cada dia que vou passear no Praia de Botoafogo, ou no calçadão da Urca, me incomoda mais o mal cheiro e a imundice das águas. E você sabe tão bem quanto eu, ou melhor, que esse não é um problema meramente estético. O esgoto traz doenças para a população, mata a fauna e a flora marinha. A situação que vivemos é um verdadeiro sequestro ambiental, já que o despejo do esgoto em natura na Baia de Guanabara, na Enseada de Botafogo priva todos os habitantes do entorno de desfrutar desse lugar de singular beleza.
Esses dias decidi fazer algo contra essa situação. Decidi cobrar, mobilizar e fazer a minha parte.
Por onde começar? O primeiro passo óbvio parece ser uma avaliação da situação e das causas. E ai, na parte das causas a CEDAE figura em lugar de destaque, me parece. E no momento a CEDAE me parece ser parte do problema, enquanto deveria ser parte da solução....
Como fiquei bem impressionado com a entrevista na Marketeria, e como você forneceu o seu email, resolvi começar por esse caminho. Resolvi perguntar para você: O que é que a CEDAE está fazendo para limpar a Enseada de Botafogo? Qual é sua visão, para esse cartão postal da cidade? Ela deve permanecer sendo a cloaca ao céu aberto até quando? Existe um programa da CEDAE? Quais são os investimentos previstos? Quais são os prazos para apresentação de resultados? Onde posso, podemos, acompanhar, e onde cobrar?
Nos próximos dias, semanas e meses pretendo desenvolver um plano de ação, de comunicação e mobilização para fazer a minha parte. Para que eu possa ver um dia a Enseada de Botafogo limpa. Pelo bem ou pelo mal, o caminho até lá terá que passar pela CEDAE. Já que a CEDAE tem a obrigação de tratar o esgoto que hoje é despejado na Enseada sem qualquer tratamento.
Qual será o papel da CEDAE nesse meu caminho, na sua opinião?
Atenciosamente,
Peter Mirow - Cidadão do Rio de Janeiro
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